Quanto custa morar junto: calculadora para casais
Some aluguel, contas, caução, mudança e móveis para ver quanto custa morar junto por mês, quanto sai de uma vez só e quanto juntar antes de pegar as chaves. Informe também o que cada um gasta hoje e descubra se morar junto economiza no caso de vocês.
Como funciona a calculadora de custo para morar junto
A calculadora separa o dinheiro em duas caixas, porque elas pesam de jeitos diferentes no orçamento: os custos mensais da casa nova, que se repetem todo mês, e os custos iniciais, que saem uma vez só, antes ou logo depois da mudança.
Os dois totais aparecem divididos meio a meio, como ponto de partida. Se vocês informarem quanto cada um gasta hoje com as mesmas categorias (aluguel, contas, mercado e assinaturas), a calculadora compara com o custo mensal da casa nova e mostra a economia (ou o gasto extra) por mês e por ano. Quando há economia, ela estima também em quantos meses essa economia paga os custos da mudança.
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Lista de custos para morar junto: o que colocar na conta
Os campos já vêm com uma estimativa para um apartamento de 2 quartos em capital. É só um ponto de partida: troquem pelos valores dos anúncios que vocês estão olhando e pelas contas que já pagam hoje.
Custos mensais da casa nova
- Aluguel, condomínio e IPTU. Confiram no anúncio se o IPTU é cobrado do inquilino. Muitos contratos repassam esse custo; nesse caso, dividam o valor anual por 12.
- Luz, água e gás. Usem as contas atuais de vocês como referência. Duas pessoas consomem mais do que uma, mas costuma sair mais barato que duas casas.
- Internet e celular. Uma internet só para a casa, em vez de duas.
- Mercado e feira. Comprar para dois rende mais, mas é aqui que o orçamento costuma escapar.
- Diarista ou faxina, se fizer parte do plano.
- Streaming e assinaturas. Boa hora para cancelar as que estão duplicadas.
Custos iniciais (uma vez só)
- Caução. Pela Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91), pode ser de até 3 aluguéis, e o proprietário só pode exigir uma modalidade de garantia. Em dinheiro, ela é devolvida no fim do contrato, descontados eventuais débitos.
- Seguro-fiança ou título de capitalização. Se usarem uma dessas garantias no lugar da caução, coloquem 0 na caução e somem o custo em “Outros”. O seguro-fiança é pago e não volta.
- Mudança e frete.
- Móveis e eletrodomésticos. Cama, geladeira, fogão e máquina de lavar costumam ser os itens mais caros. Vejam o que cada um já tem antes de comprar.
- Pintura e pequenos reparos, além de cortinas, chuveiro e lâmpadas.
- Enxoval e utensílios de cozinha, cama e banho.
- Outros: vistoria, chaveiro, seguro incêndio quando o contrato repassa, ligação de luz e instalação de internet.
Vale saber: pela mesma lei, a taxa de intermediação da imobiliária, incluindo a análise de cadastro, é responsabilidade do proprietário. Se aparecer uma “taxa de contrato” para vocês, perguntem do que se trata antes de pagar.
Exemplo: quanto custa morar junto com os valores da calculadora
Com os valores que já vêm preenchidos: aluguel de R$ 2.800, caução de 3 aluguéis, e cada um gastando hoje R$ 3.500 e R$ 3.200 por mês com aluguel, contas, mercado e assinaturas.
| Item | Total do casal | Por pessoa (50/50) |
|---|---|---|
| Custos mensais da casa nova | R$ 6.210 | R$ 3.105 |
| Caução (3 × R$ 2.800) | R$ 8.400 | R$ 4.200 |
| Mudança, móveis, eletros, reparos e enxoval | R$ 13.700 | R$ 6.850 |
| Custos iniciais | R$ 22.100 | R$ 11.050 |
| Quanto juntar antes de mudar | R$ 28.310 | R$ 14.155 |
Hoje, os dois somam R$ 6.700 por mês. Na casa nova, o custo cai para R$ 6.210: uma economia de R$ 490 por mês, ou R$ 5.880 por ano. Em compensação, a mudança exige R$ 22.100 de saída, e a economia leva cerca de 46 meses para pagar esse valor. A caução de R$ 8.400 volta no fim do contrato, mas os outros R$ 13.700 não. Por isso comprar em etapas e aproveitar o que cada um já tem faz tanta diferença.
Dica: para a comparação ser justa, o gasto de hoje precisa incluir as mesmas categorias da casa nova: aluguel, condomínio, contas, mercado e assinaturas. Se a diarista entrar só na casa nova, ela aparece como gasto a mais, e tudo bem: é uma escolha de vocês.
Morar junto economiza?
Na maioria dos casos, sim, mas não de forma automática. A economia vem de pagar um aluguel em vez de dois e de dividir custos que não dobram com duas pessoas: condomínio, IPTU, internet, assinaturas e a parte fixa das contas de água e luz.
Três coisas costumam comer essa economia:
- Uma casa bem maior. Trocar dois apartamentos pequenos por um de 2 quartos em bairro melhor pode custar quase o mesmo que as duas casas somadas e reduzir bastante a economia.
- Um padrão de vida que sobe junto. Mais delivery, mais saídas, a diarista que nenhum dos dois tinha. Cada gasto parece pequeno; somados, viram uma conta nova.
- Custos iniciais altos. Caução, móveis e eletros podem levar muitos meses para serem pagos pela economia mensal.
Por isso a calculadora mostra em quantos meses a economia paga a mudança. Se o prazo ficar longo, ou se aparecer gasto extra, vale rever a escolha do imóvel ou o que precisa ser comprado logo de cara. E se um dos dois mora com a família sem pagar nada, a pergunta muda: morar junto não vai economizar, vai custar. Tudo bem, desde que esteja no planejamento.
Quanto juntar para morar junto
A sugestão da calculadora é juntar os custos iniciais mais um mês inteiro de despesas da casa nova. O mês extra existe porque o começo tem surpresas: o primeiro aluguel e o condomínio vencendo junto com as parcelas dos móveis, uma conta de luz maior que o esperado, o chuveiro que precisa trocar.
No exemplo, são R$ 28.310 no total, R$ 14.155 para cada um. Se o valor parecer alto, dá para mexer:
- Negociar a garantia. Fiador, seguro-fiança ou título de capitalização podem substituir os 3 aluguéis de caução. Comparem o custo total de cada opção.
- Comprar em etapas. Cama, geladeira, fogão e máquina primeiro; sofá, estante e decoração depois.
- Juntar o que cada um já tem. Duas casas costumam virar uma casa equipada, com sobras para vender.
- Cuidado com o parcelamento. Dividir os móveis em 10 vezes não reduz o custo: só empurra a mudança para dentro do orçamento dos próximos meses.
Esse dinheiro não é a reserva de emergência. A reserva continua existindo depois da mudança; se vocês ainda não têm uma, a calculadora de reserva de emergência ajuda a definir o valor.
Contrato, divisão das contas e os primeiros meses
No nome de quem fica o contrato
O mais seguro costuma ser os dois assinarem como locatários. Assim, os dois têm os mesmos direitos sobre o imóvel e respondem juntos pelo aluguel. Se o contrato ficar no nome de uma pessoa só, ela responde sozinha perante o proprietário; combinem por escrito como a outra contribui.
Morar junto também pode ter efeitos jurídicos: dependendo da relação, a convivência pode ser reconhecida como união estável, com regras sobre o patrimônio. Um contrato de convivência ou uma escritura de união estável deixa o combinado claro. Na dúvida, conversem com um advogado.
O que é da casa e o que é de cada um
Antes da mudança, definam o que é despesa da casa (aluguel, contas, mercado, limpeza) e o que continua pessoal (roupas, academia, dívidas antigas, presentes para a própria família). Se os salários forem bem diferentes, o 50/50 pode não ser o mais justo: a calculadora de divisão justa do casal mostra a parte de cada um pela renda. E se estiverem em dúvida sobre como organizar o dinheiro, vejam o guia sobre conta conjunta ou contas separadas.
Os primeiros meses: registrem e revisem
Nos primeiros meses, o orçamento ainda é uma estimativa. Anotem as contas da casa e quem pagou cada uma. O TakeControl ajuda nisso: vocês cadastram aluguel e internet como despesas recorrentes, lançam o mercado na hora (até por voz ou pela foto do cupom), escolhem dividir 50/50 ou por porcentagem e veem o saldo de quem deve para quem.
Depois de três meses, sentem com os números reais e refaçam esta conta. É o momento de ajustar a divisão, cortar o que ficou caro e conferir se a economia prevista apareceu. O guia sobre custo de vida do casal ajuda a organizar essa conversa.
Perguntas frequentes
Depende da cidade e do imóvel, mas a conta tem duas partes: os custos mensais (aluguel, condomínio, IPTU, contas, internet e mercado) e os custos iniciais (caução, mudança, móveis e eletrodomésticos). Com os valores padrão da calculadora, para um 2 quartos em capital, o casal gasta R$ 6.210 por mês e precisa de R$ 22.100 para se mudar. Troquem pelos valores reais de vocês para ter o número certo.
Normalmente sim, porque vocês pagam um aluguel em vez de dois e dividem custos fixos como condomínio, internet e assinaturas. Mas a economia some quando o casal escolhe um imóvel bem maior ou quando o padrão de vida sobe. Comparem o que gastam hoje com o custo da casa nova, com as mesmas categorias dos dois lados. Com os valores padrão da calculadora, a economia é de R$ 490 por mês.
Uma boa regra é juntar os custos iniciais (caução, mudança, móveis e eletros) mais um mês inteiro de despesas da casa nova. O mês extra cobre as surpresas do começo. Esse valor é separado da reserva de emergência, que deve continuar intacta depois da mudança.
Pela Lei do Inquilinato, a caução em dinheiro pode ser de no máximo 3 meses de aluguel, e o proprietário só pode exigir uma modalidade de garantia por contrato. Fiador, seguro-fiança e título de capitalização são alternativas. A caução em dinheiro é devolvida no fim do contrato, descontados eventuais danos ou débitos.
Em geral é o mais seguro, porque os dois têm os mesmos direitos e responsabilidades sobre o imóvel. Se o contrato ficar no nome de uma pessoa só, ela responde sozinha pelo aluguel perante o proprietário. Nesse caso, combinem por escrito como a outra pessoa contribui.
A calculadora mostra a divisão 50/50 como ponto de partida. Se os salários forem bem diferentes, muitos casais preferem dividir de forma proporcional à renda. A calculadora de divisão justa do casal, aqui no TakeControl, faz essa conta em segundos.
Esta calculadora faz o papel da planilha de planejamento: lista os custos mensais e iniciais e calcula o total, a parte de cada um e quanto juntar. Depois da mudança, para o dia a dia, um app como o TakeControl registra as contas da casa, as despesas recorrentes e quem pagou o quê, sem fórmulas.
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