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Reforma

Calculadora da reforma

Descubra quanto investir por mês para chegar à reforma com o rendimento extra que pretende. A calculadora usa a rentabilidade real, por isso o resultado já vem em valores de hoje. É grátis e mostra tanto a fase de acumulação como o capital necessário para esse rendimento.

Modelo de rendimento
No rendimento perpétuo o capital mantém-se intacto. Por prazo, o dinheiro é consumido ao longo dos anos.
Investimento mensal necessário —
Capital necessário na reforma —
Total investido do seu bolso —
Quanto virá dos juros —

Acumulação até à reforma

Património total Total investido

Projeção ano a ano

Ano Juros do ano Total investido Total de juros Património

Como funciona a calculadora da reforma

O cálculo tem duas fases. Primeiro, a calculadora determina o capital necessário no momento da reforma para sustentar o rendimento mensal que pretende. Depois, calcula o investimento mensal que o leva até esse capital, partindo do que já tem investido e usando os juros compostos durante a fase de acumulação.

Na opção viver dos rendimentos, a calculadora estima um património suficiente para que os rendimentos reais cubram o valor mensal pretendido, preservando o capital. Na opção por prazo determinado, considera o uso gradual desse património durante o número de anos escolhido. Com essa meta e o valor que já tem, calcula quanto será preciso investir por mês até à reforma.

Em Portugal, a pensão da Segurança Social dificilmente substitui a totalidade do último salário. Por isso, faz sentido indicar aqui o rendimento extra que quer ter, além da pensão, e não o rendimento total.

O que precisa de indicar

  • Idade atual e idade em que quer reformar-se.
  • Quanto já tem investido hoje. Pode ser zero.
  • Rendimento mensal pretendido na reforma, em valores de hoje (por exemplo, o complemento à pensão).
  • Modelo de rendimento: viver dos rendimentos (perpétuo) ou por prazo determinado.
  • Rentabilidade real estimada, já descontada a inflação.

Porque usamos a rentabilidade real

A calculadora trabalha com a taxa real, ou seja, o rendimento acima da inflação. Isso mantém tudo em poder de compra de hoje: o rendimento e o capital que aparecem no resultado equivalem ao que esse dinheiro compraria atualmente. Assim, não precisa de adivinhar a inflação futura nem de corrigir os valores depois.

Como referência, muitos planeadores financeiros usam algo entre 3% e 5% ao ano de rentabilidade real para carteiras de longo prazo. O valor por defeito da calculadora é 4%, mas ajuste-o ao seu cenário e perfil de risco.

O custo de adiar: investimento por idade de início

Veja quanto seria preciso investir por mês para ter mais 1000 € de rendimento mensal ao reformar-se aos 66 anos, no modelo de viver dos rendimentos, com 4% de rentabilidade real e a partir do zero. A única diferença entre as linhas é a idade em que começa:

Idade de inícioAnos de acumulaçãoInvestimento mensal necessário
25 anos41 anos~250 € / mês
30 anos36 anos~322 € / mês
35 anos31 anos~421 € / mês
40 anos26 anos~564 € / mês

Adiar dos 25 para os 40 anos mais do que duplica o investimento mensal para o mesmo rendimento. É o efeito de perder anos de juros compostos: o tempo é o ingrediente mais barato de todos.

Quanto preciso para viver dos rendimentos

No modelo perpétuo, o capital necessário depende apenas do rendimento pretendido e da taxa real. Com 4% ao ano, veja o capital aproximado para diferentes rendimentos mensais:

Rendimento mensal pretendidoCapital para viver dos rendimentos
500 €~153 000 €
1000 €~305 000 €
1500 €~458 000 €
2000 €~611 000 €

Se aceitar consumir o capital ao longo de um prazo (por exemplo, 25 anos), o valor necessário desce bastante: para 1000 € por mês, passa de ~305 000 € para perto de 191 000 €. A escolha depende de quanto tempo quer que o rendimento dure. Se a meta lhe parecer distante, veja também a calculadora do primeiro milhão.

Como chegar à reforma com tranquilidade

O passo mais valioso é começar cedo: como mostra a tabela, cada década de atraso encarece muito o investimento. Depois, automatize as entregas para que aconteçam todos os meses sem depender da disciplina, e aumente-as quando o rendimento subir. Os Planos Poupança Reforma (PPR) têm benefícios fiscais em IRS e podem ser uma das peças do plano, desde que compare comissões e rentabilidade.

Mantenha um fundo de emergência separado, para não ter de resgatar os investimentos de longo prazo em imprevistos. E reveja o plano periodicamente: mudanças de rendimento, de objetivos e de cenário pedem ajustes no investimento e na meta.

Considerações importantes

A simulação é uma projeção, não uma garantia. A rentabilidade real varia ao longo do tempo, e a calculadora assume uma taxa constante. Use uma estimativa conservadora para não sobrestimar o resultado.

O modelo perpétuo assume que vive apenas dos rendimentos reais, mantendo o poder de compra do capital. Já o modelo por prazo consome o património até o esgotar no fim do período: se viver mais do que o previsto, o rendimento acaba. Considere também as despesas de saúde e as mudanças de estilo de vida ao definir o rendimento pretendido.

Perguntas frequentes

Depende do rendimento mensal que quer ter, além da pensão, e da rentabilidade real estimada. Para viver dos rendimentos (sem consumir o capital) com 1000 € por mês a uma taxa real de 4% ao ano, são necessários cerca de 305 000 €. Se aceitar consumir o património ao longo de um prazo, como 25 anos, o valor desce para perto de 191 000 €. Use a calculadora acima para o seu objetivo.

A partir do zero, com taxa real de 4% ao ano e o objetivo de viver dos rendimentos, são cerca de 322 € por mês durante 36 anos (dos 30 aos 66). Quanto mais cedo começar, menor o investimento: se começar aos 25, desce para perto de 250 €; se deixar para os 40, sobe para cerca de 564 € por mês. O tempo é o fator que mais pesa.

Viver dos rendimentos significa acumular um capital suficientemente grande para que apenas o que ele rende cubra as suas despesas, sem precisar de consumir o valor principal. Em teoria, o património mantém-se indefinidamente. É a opção mais conservadora e exige um capital maior do que os planos que consomem o dinheiro ao longo de um prazo determinado.

Sim, de forma simplificada, ao usar a rentabilidade real, isto é, já descontada a inflação. Ao trabalhar com a taxa real, todos os valores ficam em poder de compra de hoje: o rendimento e o capital que a calculadora mostra equivalem ao que esse dinheiro compraria atualmente, o que torna o resultado mais fácil de interpretar.

No rendimento perpétuo, vive apenas do que o capital rende e o capital mantém-se intacto, o que exige um montante maior. No rendimento por prazo determinado, consome aos poucos o próprio capital ao longo de um período definido (por exemplo, 25 anos), o que reduz bastante o valor necessário, mas o dinheiro acaba no fim do prazo.

Faz uma diferença enorme, por causa dos juros compostos. Para o mesmo rendimento, quem começa aos 25 anos pode precisar de investir menos de metade por mês do que quem começa aos 40. Cada ano de atraso encarece o investimento mensal, porque o dinheiro tem menos tempo para render. Por isso, começar cedo, mesmo com pouco, costuma ser a decisão mais importante.

Tenha controlo total ao dividir despesas

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